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CONSTELAÇÃO FAMILIAR – O Olhar das Constelações Sistêmicas para as Doenças

De que (ou quem) uma Doença pode querer nos lembrar?

Nossa vida e nossa felicidade são marcadas pela atitude que adotamos diante de nossos pais e da história da nossa família.Quando nos defendemos ou nos recusamos a reconhecer o que nos pertence, muitas vezes somos lembrados, por uma doença ou um sintoma, daquilo que excluímos.

A história de nossa família nos pertence. Estamos a ela vinculados, ela é uma parte de nós e marca a nossa personalidade, com todas as forças e fraquezas que temos.

Certos sintomas e doenças são associados a diversos acontecimentos e condições que provocaram nos pacientes a perda da vinculação com a família ou a insegurança quanto a essa vinculação, ou ainda a dinâmicas de culpa ou de destinos trágicos na família.

Apegamo-nos a muitas doenças e sintomas pelo anseio de proximidade com nossos pais ou pela necessidade de pertencer à nossa família. Muitas vezes atua aí uma necessidade inconsciente de compensação, quando nos sentimos culpados ou exibimos uma pretensa reivindicação. Ou então uma doença nos obriga a uma parada quando infringimos uma ordem com nossa atitude ou nosso comportamento.

As experiências e vivências traumáticas nas famílias causam medo a todos os seus membros através de gerações e provocam separações entre pais e filhos, entre gerações antecedentes e subsequentes. Contudo, o que muitas vezes é sentido como um peso e dificuldade abriga em seu seio uma força especial.

O Constelador, O Médico e o Paciente

A Constelação Familiar, como um método de aconselhamento e terapia, desenvolveu-se e expandiu-se, no decurso dos últimos 15 anos, em muitas áreas profissionais.

As constelações com doentes ampliam as possibilidades de uma ação ainda mais salutar no domínio da medicina. A consideração de envolvimentos sistêmicos e transgeracionais, além das conexões com dinâmicas familiares, projeta uma NOVA LUZ sobre a saúde e doença, e as luzes obtidas em constelações de doenças e sintomas possibilitam um enfoque mais integral da pessoa doente.

O Constelador é um assistente do médico ou terapeuta e não tem a intenção de substituir os seus métodos de tratamento e aconselhamento. Contudo, principalmente quando procedimentos usualmente eficazes não proporcionam o resultado desejado ou esperado, OLHAR PARA O QUADRO DE FUNDO MULTIGERACIONAL da família abre novas possibilidades adicionais para a cura.

Poucos são os pacientes que conseguem inicialmente perceber uma relação entre sua doença e sua família, ou reconhecer a influência que eles próprios exercem sobre sua doença. Nesse particular, as constelações fornecem-lhes importantes pontos de apoio.

Sobre isto, o Bert Hellinger, o criador deste novo método de terapia breve afirma de forma muito direta, apontando inclusive, um caminho para o início do movimento da cura.

“Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir. Tudo aquilo a que aponto um dedo acusador, quero excluir. A toda a pessoa que desperte a minha dor, estou a excluí-la. Cada situação em que me sinta culpado, estou a excluí-la. E desta forma vou ficando cada vez mais empobrecido.

O caminho inverso seria: a tudo de que me queixo, fito e digo: sim, assim aconteceu e integro-o em mim, com todo o desafio que para mim isso representa. E afirmo: irei fazer algo com o que me aconteceu. Seja o que for que me tenha acontecido, tomo-o como a uma fonte de força. É surpreendente o efeito que se pode observar neste âmbito”.

Nós temos tudo o que precisamos

Nossa vida e nossa felicidade são marcadas pela atitude que adotamos diante de nossos pais e da história de nossa família. Quem se sente em sintonia com sua família pode assumir sua vida em plenitude e mais adiante, talvez, transmiti-la.

Artigo escrito a partir de trechos extraídos da obra de Sthefhan Hausner, Médico constelador alemão, em seu livro: “Constelações Familiares e o Caminho da Cura”.

Por Ana Garlet, advogada e consteladora familiar do Ipê Roxo. Fonte: Ipê Roxo
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